Eu vejo o relacionamento de liderança, entre líder e liderado, como uma relação matemática. Mais ou menos como um cálculo de balancete. Nele você lança todos os créditos e débitos, e ao final tem o resultado do período.
Enquanto líderes, créditos são os investimentos que fazemos nas pessoas. O nosso tempo, o reconhecimento, o estímulo, o elogio, o treinamento, o relacionamento e tudo mais que lhes oferecemos como operações positivas que lhes acrescentam valor.
Conforme vamos investindo, acumulamos um crédito numa conta imaginária que será muito necessário quando precisarmos debitar algo dessa conta.
O débito acontece quando precisamos, por outro lado, fazer uma operação negativa: cobrar, disciplinar, ou exigir algo, que mesmo sendo apenas parte de nosso trabalho, será visto como algo que não acrescenta valor, mas ao contrário, tira. Afinal de contas, ninguém gosta de ser cobrado ou disciplinado. Por isso, quando temos de agir assim, por mais injusto que seja para conosco, nosso crédito é diminuído, pois dele é subtraído o desgaste causado por essa operação negativa.
Até aí tudo bem, mas o grave problema é que muitos líderes acabam não tendo saldo para gastar. Suas operações negativas superam em muito as positivas, ou seja, cobram muito mais do que oferecem.
Quando isso acontece, ficam com o saldo devedor, e as pessoas passam a vê-los com desconfiança e ressentimento porque temem o que poderá ser exigido a seguir e sentem-se exploradas, e não valorizadas.
Uma liderança desse nível não irá muito longe. Perderá os seus liderados na primeira oportunidade que lhes surgir.
O segredo então, é esbanjarmos das operações positivas, daquilo que soma à vida das pessoas, para que quando for preciso uma operação negativa, tenhamos o saldo necessário.

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