Recentemente fui convidado a avaliar um software. Ao dar notas àquele programa pensei em como seria interessante se pudéssemos nos auto avaliar com a mesma objetividade. 3 estrelas para comportamento, 5 para caráter, 4 para conhecimento, e assim por diante… Identificar nossas forças e fraquezas de uma maneira mais técnica que nos permitisse lidar com elas de maneira apropriada. Dentro das empresas essa avaliação é uma prática comum, ou, pelo menos, deveria ser. Mas e nos ambientes não profissionais? Como podemos nos avaliar? Ou será que nestes cenários isso não é necessário?
Eu creio que é. Até porque, são neles que encontramos as pessoas mais importantes da nossa vida. Nossos pais, cônjuges, filhos e amigos e é para essas pessoas que deveríamos dar o nosso melhor.
Mas como posso me avaliar em áreas tão informais? Comece listando os cenários em que atua. Família, casamento, relacionamentos de amizade, filhos, e em cada um deles, escolha uma pessoa de sua confiança que possa te ajudar. Peça que lhe dê feed-back a respeito de sua atuação naquele ambiente. Seus pontos fortes e pontos fracos. Fazendo isso, você terá a oportunidade de questões que talvez te impeçam de ser uma pessoa melhor.
Meu desejo é que possamos, como aquele software, ganhar 5 estrelas em todos os quesitos. Mas para isso, precisamos primeiro nos avaliar. É um exercício às vezes doloroso, mas vale a pena. Então, respire fundo e mãos a obra!