Eu estava em um aeroporto aguardando meu embarque quando presenciei uma cena constrangedora. Uma família, claramente voltando das férias, mas com o pai enfurecido, arrastando sua filhinha, de uns 5 aninhos, pela orelha, gritando “nós estamos indo embora! Você tem de prestar mais atenção em nós”. Enquanto a pequenina chorava assustada e envergonhada. E aquelas, que poderiam ter sido férias maravilhosas, memórias maravilhosas, parecem acabar de uma maneira triste. E isso é lamentável.

Aquela cena me deixou triste pela menina, e frustrado com  aquele pai. Ele não percebe que, de fato, os filhos naturalmente prestam atenção em nós, pais. Eles veem o mundo pelo nosso filtro. E que mundo estamos mostrando a eles? Nós somos os espelhos do que eles irão se tornar um dia. E o que nós desejamos que eles se tornem?

Falta àquele pai compreender que ele sim precisa prestar mais atenção à sua filha. Ir ao encontro dela e saber o que ela realmente precisa. Uma mala cheia de brinquedos e bonecos de pelúcia não substituem o carinho, cuidado e atenção.

Esse é nosso desafio. Irmos ao encontro de nossos filhos em suas verdadeiras necessidades. A maioria deles não precisa de dinheiro ou de bens, mas sim do seu tempo, da sua presença, cuidado e atenção.

Que seu filho possa ver em você um porto seguro, alguém em quem ele pode confiar e que irá ajuda-lo em suas lutas e comemorar com ele suas vitórias. Alguém cuja presença seja celebrada e não lamentada.