Recentemente meu filho me perguntou qual era minha memória mais antiga. Me pus a pensar e conclui que as primeiras lembranças de minha infância remetem à minha primeira experiência escolar, no pré-primário.
Lembrei-me da escola, da professora, de algumas atividades e do tempo feliz que esse foi. Lembrei-me também de ocasiões em que confrontado com a possibilidade de ficar em casa, preferi ir a aula, pois ali tinha prazer em aprender.
Creio que o segredo disso tudo era o relacionamento que nossa professora, Tia Carminha, desenvolvia com seus alunos. Ela nos fazia sentir queridos e especiais e simplesmente queríamos estar com ela.
Eu sei que hoje essa profissão sofre muito com o descaso dos governos e de pais menos conscientes, mas não acho que naquela época fosse muito diferente. Creio que a maior diferença estava na atitude daquela professora que insistia em amar o que fazia e aqueles a quem instruía. Ao fazer isso, ela causou um impacto que me fez lembrar dela quase 40 anos mais tarde.
Eu creio que há muitos e muitas “tias Carminhas” por aí. Profissionais que a despeito das condições que lhes são oferecidas, insistem em fazer o melhor e com amor.
E o meu desejo é que nós possamos imitá-los. Independente da sua profissão, que você possa amar o que faz e aqueles a quem, de alguma maneira, serve. Pois ao fazer isso, estará também causando um impacto e quem sabe, daqui a 40 anos, o seu nome também seja lembrado!

Adquira meu livro Superação através do site http://www.elytorresin.com.br/superacao/