Abraham Maslow, psicólogo estudioso do comportamento e da motivação humana, faz uma análise sombria da nossa geração. Ele afirma que nós abrimos mão dos modelos de comportamento e ideais. Que nós não temos mais heróis: homens santos, nobres, cavalheiros ou até místicos, e sem eles, não temos referencial de ideais e conduta.

Eu concordo com Maslow até certo ponto. É verdade que as pessoas não buscam mais a virtude como modelo, mas isso não significa que os heróis não existam mais. Eles existem e em grande número, mas ao contrário dos grandes nomes do passado, nossos heróis são anônimos.

Para mim, pais que insistem em educar seus filhos com amor e firmeza, ao contrário do que manda a cultura, são heróis. Jovens que permanecem íntegros, apesar das provocações dos amigos, são heróis. Cônjuges que priorizam, amam e respeitam seus pares são heróis. Empresários que são honestos, a qualquer custo, são heróis. Empregados que dão o melhor de si pelo patrão e pela empresa, mesmo sem reconhecimento, são heróis.

São pessoas assim que nos dão a esperança de um futuro melhor. Mas como eu disse, elas são anônimas. Por isso, precisam ser descobertas, valorizadas e copiadas. Quem sabe assim o que hoje vemos como comportamento heroico, um dia possa ser o padrão. Quando isso acontecer, estaremos num nível de humanidade muito mais elevada e o nosso mundo será muito melhor.

Que você possa despertar o herói que vive em você e que ele faça diferença, porque o Brasil, e o mundo, precisam muito de heróis.

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