Ao final da minha adolescência, tive a oportunidade de, junto com dois amigos, fazer a trilha Inca, uma caminhada em meio as montanhas de Cuzco, no Peru.
A trilha é longa e íngreme e seu trajeto demanda em torno de 4 dias de caminhada em grande altitude. O grande esforço somado à falta de oxigenação gera um cansaço tremendo, e por várias ocasiões pensamos “o que é que viemos fazer aqui…”.
O pior foi na manhã do quarto dia, quando já exauridos, chegamos aos pés de uma longa escada de pedras, muito íngreme. Deu vontade de chorar. Subimos degrau por degrau, e ao chegarmos ao topo, encontramos um portal. Passando por ele, fomos premiados com a vista mais emocionante que já experimentamos. A cidade de Machu Picchu vista de cima. Havíamos chegado.
Foi engraçado que, como mágica, nossas energias voltaram e corremos trilha abaixo em direção àquela cidade. Até hoje, tenho este momento como um dos mais significativos, dado o esforço e o sucesso que ele representou.
A moral da história é que muitas vezes os momentos mais difíceis que passamos são os mais próximos das nossas vitórias. Estamos prestes a chegar lá, mas o cansaço nos tenta a parar. Se não tivermos determinação, corremos o risco de abrir mão do sucesso que está próximo, mas que ainda não conseguimos ver. Por isso é preciso permanecer firme. Ter a determinação de continuar apesar das dificuldades. Então, se você confia que está no caminho certo, não desanime. Você pode estar à poucos passos da sua vitória, do momento que fará todo o esforço e cansaço valer a pena.

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