Recentemente eu fui a uma exposição de arte onde eu vi um quadro que chamou minha atenção. Era uma foto de uma jovem artista dominicana, batizada como “vanishing” – que significa “desaparecendo”. Nessa foto, ela retrata pessoas que, ao se deslocarem, vão desaparecendo, sumindo.

Eu comecei a pensar se não é assim com muitos de nós. Desaparecemos com o nosso verdadeiro eu quando o substituímos por uma outra identidade, emprestada por empresas e marcas que não querem nada além de nossos recursos.

Acabamos usando nossa profissão ou emprego como sobrenome. Marcas de roupas e carros como credenciais. Convicções políticas e religiosas como adjetivos.

Mas quem é você, realmente? Por detrás de tudo o que faz, e que tem, e que fala, quem é seu verdadeiro eu?

Seria interessante fazermos uma experiência. Passarmos um tempo sem nos utilizarmos ou relacionarmos com qualquer uma dessas coisas que tentam nos definir. Assim descobriríamos quem realmente somos por debaixo de todas essas camadas. Mas eu sei que isso não é possível, afinal, nós precisamos da maioria dessas coisas e, na verdade, elas não são ruins em si mesmas. O problema está em permitirmos que elas definam quem somos.

Então deixo o desafio dessa reflexão, que você possa olhar pra dentro de si mesmo e descobrir quem é que está desaparecendo, quem é que está sendo oprimido pelos títulos, pelas marcas, pelas ideais e, até mesmo, pela sociedade. E que você possa encontra-lo e resgatá-lo. Que você possa trazer seu verdadeiro eu de volta.

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